Donald Trump recebe $ de Mark Zuckerberg. Essa contribuição reflete uma nova fase na relação entre os dois líderes após anos de críticas e desentendimentos. O gesto também ocorre em um momento delicado para o setor de tecnologia, com os republicanos assumindo o controle da Casa Branca e prometendo maior regulação sobre as grandes empresas do segmento.
A relação entre Zuckerberg e Trump tem se mostrado oscilante ao longo dos anos. Em 2017, o grupo FWD.us, fundado pelo executivo, doou US$ 5 mil para a transição do governo Trump. Essa contribuição parecia indicar uma abertura para o diálogo entre o setor de tecnologia e o governo republicano. Pouco tempo depois, no entanto, Zuckerberg criticou as ordens executivas de Trump sobre imigração, expressando preocupação com os impactos das medidas. Com isso, Donald Trump recebe $ de Mark Zuckerberg.
Donald Trump recebe US$ 1 milhão de Mark Zuckerberg
Apesar das diferenças iniciais, Zuckerberg e Trump mantiveram contato durante o primeiro mandato do republicano. Em 2019, eles se encontraram no Salão Oval da Casa Branca. No ano seguinte, participaram de um jantar privado, sinalizando um momento de maior proximidade. Essa relação, contudo, sofreu uma ruptura em 2021, quando o Facebook suspendeu a conta de Trump após a invasão ao Capitólio por seus apoiadores. A decisão gerou críticas duras de Trump, que prometeu tratar Zuckerberg de maneira estritamente profissional em um eventual retorno à presidência.
Ainda em 2021, Zuckerberg contratou um estrategista para melhorar sua relação com os republicanos. Ele enfrentava acusações de que suas doações, conhecidas como “Zuckerbucks”, favoreciam a participação democrata em estados decisivos. Trump manteve essas críticas em discursos e postagens, alertando para o que considerava fraude eleitoral promovida por bilionários como Zuckerberg. Mesmo assim, a tensão diminuiu gradualmente, especialmente após o apoio de Zuckerberg ao republicano em um momento delicado.
Durante a campanha eleitoral de 2023, Trump sofreu uma tentativa de assassinato. Zuckerberg demonstrou solidariedade ao então candidato, ligando para expressar apoio poucos dias após o ocorrido. Trump agradeceu publicamente e declarou ter mudado sua percepção sobre o CEO da Meta. Ele afirmou que acreditava que Zuckerberg se manteria fora das eleições, o que considerava algo positivo. Essa aproximação coincidiu com declarações de Zuckerberg criticando democratas e elogiando republicanos. Além disso, o executivo afirmou buscar uma postura neutra, mas suas ações levantaram questionamentos sobre suas reais intenções.
Laços do presidente eleito
Após a vitória eleitoral de Trump, Zuckerberg reforçou os laços com o presidente eleito. Ele publicou uma mensagem de parabenização em suas redes sociais, destacando o desejo de trabalhar em conjunto. Em seguida, os dois se reuniram na propriedade de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida. Durante o encontro, Zuckerberg apresentou os óculos inteligentes Ray-Ban da Meta e presenteou Trump com um par. Essa ação reforçou a ideia de que o CEO da Meta busca influenciar positivamente sua relação com o novo governo.
Zuckerberg também se reuniu com Marco Rubio, escolhido para assumir o cargo de Secretário de Estado. Essa aproximação com figuras importantes do governo Trump reflete o interesse do executivo em moldar o debate sobre tecnologia e regulações. Além disso, ele tenta proteger os interesses da Meta em um ambiente político que promete ser hostil às grandes empresas de tecnologia. A doação de US$ 1 milhão e os esforços recentes de Zuckerberg mostram uma estratégia clara de sobrevivência e adaptação.
Críticas ficaram no passado
Trump, por sua vez, parece disposto a deixar para trás parte das desavenças com Zuckerberg. Apesar das críticas no passado, ele reconheceu os gestos do executivo como sinais positivos. No entanto, o histórico de críticas e desentendimentos entre ambos deixa incerto o futuro dessa relação. A doação ao fundo inaugural de Trump representa mais do que um gesto de boa vontade. Ela simboliza a necessidade de Zuckerberg de garantir que a Meta continue relevante e protegida em um cenário de crescentes desafios regulatórios.
Essa aproximação também reflete as mudanças no panorama político e empresarial nos Estados Unidos. Os republicanos buscam aumentar a pressão sobre as empresas de tecnologia, acusando-as de viés contra conservadores. Zuckerberg tenta se posicionar como um interlocutor viável, mesmo enfrentando resistências de ambos os lados do espectro político. A relação entre o CEO da Meta e o presidente eleito ainda apresenta incertezas, mas os recentes acontecimentos sugerem uma tentativa de construir pontes em meio às adversidades.