Na terça-feira (7), passageiro abre a porta de emergência de avião da JetBlue enquanto ele se preparava para decolar do Aeroporto Logan, em Boston. Ação acionou a escada inflável da aeronave, mas ninguém ficou ferido. Segundo testemunhas, o homem discutia com sua namorada antes do incidente, ocorrido no voo 161, com destino a San Juan, em Porto Rico.
Passageiro abre a porta de emergência de avião
A Polícia Estadual de Massachusetts informou que o passageiro tentou desembarcar abruptamente e sem aviso. Outros passageiros contiveram o indivíduo até a chegada dos policiais, que realizaram a detenção para investigação. Fred Wynn, passageiro do voo, relatou que o homem estava sentado logo atrás dele e parecia agitado durante a discussão com a namorada. Ele descreveu como o indivíduo se levantou, caminhou pelo corredor e abriu a porta de emergência de avião. Um agente do FBI presente no local agiu rapidamente, algemando o homem antes que a polícia estadual o retirasse da aeronave.
Devido ao incidente, outros voos enfrentaram atrasos no Aeroporto Logan. Passageiros relataram preocupações ao sobrevoar a aeronave parada na pista, cercada por policiais e com a escada inflável acionada. A Polícia Estadual de Massachusetts afirmou que o evento não representou ameaça à segurança pública. Além disso, a Administração Federal de Aviação (FAA) iniciou investigações para entender as circunstâncias que levaram ao incidente. Ainda assim, o homem, que ainda não foi identificado, enfrentará acusações no Tribunal Distrital de East Boston.
Morte no trem de pouso
Em outro evento relacionado à JetBlue, dois indivíduos foram encontrados mortos no compartimento de trem de pouso de um Airbus A320. A aeronave pousou no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, na segunda-feira (6). O voo 1801, que partiu do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, revelou os corpos durante uma inspeção pós-voo. As autoridades locais investigam como os indivíduos acessaram a aeronave e confirmaram que eram passageiros clandestinos.
O Gabinete do Xerife de Broward, responsável pela investigação, relatou que exames de autópsia determinarão as causas das mortes. Segundo especialistas, clandestinos que se escondem nos poços de rodas enfrentam riscos extremos. O compartimento não é pressurizado e apresenta temperaturas congelantes durante o voo. Além disso, o movimento do trem de pouso pode esmagar ou derrubar os indivíduos, reduzindo suas chances de sobrevivência para apenas 20%. O advogado de aviação Willard Shepard destacou que a falta de oxigênio e as temperaturas extremas são fatais para quem tenta essa abordagem.
Treinamentos para lidar com emergências
Esses eventos recentes chamam atenção para a segurança na aviação e o comportamento dos passageiros. Incidentes como o da JetBlue, envolvendo comportamento disruptivo, mostram a necessidade de treinamentos mais robustos para a tripulação lidar com situações inesperadas. Além disso, especialistas também apontam para a importância de medidas mais rígidas para evitar acessos não autorizados às aeronaves.
Casos de passageiros clandestinos também destacam problemas sociais e econômicos que levam indivíduos a tentarem atravessar fronteiras de forma tão arriscada. Logo, a situação reforça a necessidade de maior fiscalização nos aeroportos e investigações aprofundadas sobre como essas pessoas acessam áreas restritas das aeronaves.
Outro incidente envolvendo um clandestino aconteceu em um voo da United Airlines, de Chicago ao Havaí, em 24 de dezembro, onde um corpo foi encontrado no poço de rodas após o pouso no Aeroporto de Kahului. Esses casos reforçam o debate sobre a segurança nos aeroportos e a vigilância necessária para prevenir tragédias semelhantes.
A aviação enfrenta desafios crescentes para equilibrar a segurança dos passageiros e a prevenção de eventos inesperados. Além disso, autoridades e companhias aéreas precisam reforçar protocolos de segurança para garantir viagens mais seguras e evitar situações que coloquem vidas em risco. Logo, esses incidentes mostram a urgência de aprimorar tecnologias e aumentar a vigilância para proteger passageiros, tripulação e indivíduos vulneráveis em busca de oportunidades.