Criptomoedas: Itaú libera para clientes – O Itaú anunciou uma expansão significativa em seus serviços de criptomoedas. A partir de agora, todos os clientes poderão negociar Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) diretamente pelo aplicativo. Anteriormente, essa possibilidade estava restrita aos clientes do íon, a plataforma digital do banco. Além disso, o Itaú iniciou a fase de testes de um recurso para permitir que os usuários depositem criptoativos de suas carteiras de autocustódia nas plataformas do banco.
Guto Antunes, responsável pela Itaú Digital Assets, explicou que a introdução das criptomoedas no íon foi estratégica. O público do íon tem maior familiaridade com investimentos, o que facilitou o início. A base de clientes do íon já possuía experiência em operar com criptoativos, o que tornou a integração simples e segura. Agora, o Itaú se prepara para atender um novo público, que busca entrar no mercado de criptomoedas pela primeira vez. O banco planeja oferecer essa experiência também no seu superapp.
Criptomoedas: Itaú libera para clientes – principais desafios
Com essa mudança, o Itaú enfrenta dois desafios principais. O primeiro é o suitability, ou a adequação dos perfis dos clientes ao risco das criptomoedas. Antunes destacou que o banco tem se esforçado para educar os clientes sobre os riscos e a volatilidade desse mercado. O Itaú oferece vídeos educativos no íon Edu e conteúdos nas redes sociais para alertar os clientes sobre os riscos de perda de capital. O banco quer garantir que seus clientes tomem decisões informadas ao negociar criptoativos.
O segundo desafio está relacionado à regulação do setor. Antunes comentou que o Itaú ainda não tem informações claras sobre as próximas diretrizes do Banco Central (BC). Recentemente, o BC fez uma consulta pública sobre criptoativos, abordando questões como a transferência internacional de moedas digitais. Além disso, o BC estabeleceu que será obrigatória a identificação de quem inicia a transação e de quem a recebe. A evolução dessa regulação será fundamental para o Itaú avançar com seus planos no setor.
Criptomoedas: Itaú libera para clientes – regulação
A regulação também afeta os planos do Itaú de permitir que os clientes movam criptomoedas de suas carteiras de autocustódia para as plataformas do banco. Antunes afirmou que a evolução regulatória determinará quando o banco avançará com a solução “wallet-in”. Essa funcionalidade, que permitirá depósitos de criptomoedas nas plataformas do Itaú, está em fase de testes. O Itaú espera liberar o serviço gradualmente em 2025. O saque de criptoativos para carteiras digitais ainda está em fase de avaliação.
Outro ponto que o Itaú está observando é a demanda dos clientes por mais opções de criptomoedas. Atualmente, o banco oferece apenas Bitcoin e Ether, mas planeja expandir a oferta. Antunes mencionou que o Itaú pode adicionar outras criptomoedas, como Solana, XRP e Cardano, se houver demanda e a regulação permitir. Além disso, o banco pretende incluir mais tokens ao longo de 2025 e 2026, atendendo a um público diversificado.
Criptomoedas: Itaú libera para clientes – taxação
A negociação de criptomoedas no Itaú terá uma taxa de 2,5% no momento da compra. O investimento mínimo será de R$ 10. Desde o lançamento da negociação de criptoativos no íon, o banco observou um aumento de 300% no volume financeiro mensal de compra. Além disso, houve um crescimento de mais de 30% no número de novos clientes no último mês. Esses números indicam uma adesão crescente ao mercado de criptomoedas.
Itaú e expansão de serviços
Em resumo, o Itaú está expandindo seus serviços para atender à demanda crescente por criptoativos. O banco oferece uma plataforma acessível e integrada, permitindo que mais clientes negociem moedas digitais. A instituição também está se esforçando para educar seus clientes sobre os riscos envolvidos. O Itaú se adapta às exigências regulatórias e busca consolidar sua posição no mercado de criptoativos. Além disso, a oferta de novos criptoativos e a possibilidade de transferir criptomoedas para as plataformas do banco são passos importantes para o futuro da instituição nesse setor.